Bruna Surfistinha se tornou um fenômeno no Brasil em 2005, ano de lançamento do seu livro O Doce Veneno do Escorpião. Rapidamente, ele era um best seller e as experiências de Raquel Pacheco como garota de programa se tornaram populares em todo território nacional.

Ela despertou interesse de 9 em cada 10 homens brasileiros. Na época de lançamento do livro e durante o período de maior sucesso de seu blog, o número de clientes que iam até ela quadruplicou. Ela não chegava nem perto de dar conta de todos, mas se esforçou.

bruna surfistinha

Seguindo o embalo, clique aqui e confira nosso post com uma lista de mulheres famosas que já foram garotas de programa. Você conhece todas elas!

Hoje, nós falaremos sobre a garota de programa que virou um verdadeiro fenômeno no Brasil. Será que ela ainda faz programas atualmente? O que será que Bruna Surfistinha tem feito?

História da Bruna Surfistinha

Sua história não traz nenhum indício do que poderia ter levado Raquel Pacheco a se tornar garota de programa, exceto pelo fato de ter sido adotada. Sua família era paulista, de classe média alta. Nunca faltaram bens materiais e ela sempre estudou em bons colégios particulares de São Paulo.

Porém, a rebeldia e liberdade que eram naturais às garotas de programa provavelmente encantou Raquel. Na adolescência, começaram os problemas com a família, como é natural. Aos 17, ela se rebelou. Já usava drogas e decidiu fugir de casa e prostituir-se.

Depois de um tempo trabalhando como prostituta, Raquel conheceu seu futuro marido, João Correa de Moraes.

Raquel começou a escrever em um blog, com o nome de Bruna Surfistinha. Lá, ela detalhava sua vida de programa, contava sobre os casos inusitados e falava sobre sua rotina. Sua escrita era bem semelhante a de um diário adolescente. Mas, pelo seu conteúdo quente, o blog se popularizou na internet, atingindo cerca de dez mil visitas mensais ao site.

Em 2005, amparada pelo sucesso do blog, Bruna Surfistinha resolveu publicar um livro com seus relatos. Intitulado “O Doce Veneno do Escorpião — O Diário de uma Garota de Programa“, o livro é uma descrição não-fictícia da vida de Raquel Pacheco como prostituta. Foi escrito pelo jornalista Jorge Tarquini, que recolheu os depoimentos da garota para escrever a obra.

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Depois de lançado, o livro rapidamente alcançou a lista dos mais vendidos, com concorridas noites de autógrafos e lançamento em Portugal e na Espanha, além de ter várias tiragens.

Em 27 de abril de 2006, o jornal americano The New York Times publicou um artigo sobre o fenômeno, intitulado, em tradução livre, “aquela que controla seu corpo pode irritar seus compatriotas”, assinado por Larry Rohter. O artigo comenta a popularidade do livro no Brasil.

Os livros seguintes e o filme

Em 2006, Raquel publicou o seu segundo livro, “O que Aprendi com Bruna Surfistinha”, lançado pela mesma editora, Panda Books, e com texto do mesmo jornalista, Jorge Tarquini. Ele alcançou a marca de 18 mil exemplares vendidos, número alto para o mercado brasileiro.

No ano de 2007, foi a vez do terceiro livro, “Na cama com Bruna Surfistinha”, um livro escrito especialmente para o público adulto, com classificação etária.

A consolidação da personagem veio em 2011, com o lançamento do filme. Foi dirigido por Marcus Baldini, roteiro de José Carvalho, Homero Olivetto e Antonia Pellegrino e produzido pela produtora carioca TvZERO.

Quem interpreta Raquel no cinema é a maravilhosa atriz Deborah Secco. O filme teve o segundo melhor público em estreias do ano de 2011: 400 mil pessoas no fim de semana.

Como a Surfistinha está hoje?

Depois da aposentadoria como garota de programa, Raquel Pacheco está com 32 anos, casada com um ex-cliente e planeja ter filhos. Ela continua morando no mesmo prédio onde vivia quando ainda fazia programa, num flat em Moema, bairro de classe média alta de São Paulo.

Hoje em dia, seu apartamento não é mais aberto para desconhecidos, a pedido de seu marido, João Paulo Moraes. Ele era, de fato, um cliente de Bruna Surfistinha e hoje é o único que compartilha a cama com Raquel desde que largou a prostituição. O cara é advogado.

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Raquel trabalha como DJ e vendedora de produtos eróticos em domicílio, além de viver dos rendimentos do livro e dos direitos do filme O livro teve 260 mil cópias vendidas e foi traduzido para 13 línguas. A Panda Books acaba de colocar mais 30 mil na praça, com o cartaz do filme na capa.

Até hoje, ela afirma sofrer preconceito após ter deixado a vida de garota de programa. Além disso, Raquel se tornou médium e frequenta terreiros de umbanda.

Cerveja inspirada na Bruna Surfistinha

A Acme Beer, uma distribuidora de cervejas artesanais, localizada em Campinas (SP), lançou em junho uma cerveja cujo nome é Bruna Surfistinha.

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Seu estilo é fruit beer, com 4,0% de teor alcoólico. Feita com maltes de cevada, trigo não maltado e cascas de suco de laranja, remetendo a uma aroma cítrico e frutado que, no paladar, nos chama para o próximo gole.

A Bruna engarrafada foi produzida pela cervejaria Quinta do Malte, em Socorro (SP) e envasada em garrafas de 355ml. O chope também está disponível. Provavelmente, é o mais próximo que chegaremos de experimentar a Bruna!

Seriado #MeChamaDeBruna

A atriz Maria Bopp é a próxima atriz a viver Bruna Surfistinha, em uma série de 8 episódios produzida pelo canal Fox: #MeChamaDeBruna. O foco da série é o início da trajetória de Raquel, entre os 17 e 18 anos.

A série, lançada em outubro de 2016, aborda a realidade do mundo sem lei da prostituição: garotas muitas vezes bem jovens, que precisam sustentar filhos e até famílias e encontram na profissão o caminho para sobreviver.

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O diretor de conteúdo do canal Fox, Zico Góes, deixa claro que se trata de uma série dramática e passa longe do erótico. Não é apenas sobre prostituição, mas uma história densa de relações humanas, que mostra a força e a complexidade do universo feminino, os abusos do machismo, a linha tênue entre moralidade e legalidade.

Bruna em ação

Se você ficou curioso para ver a Bruna Surfistinha em ação, basta entrar no site pornô de sua preferência e digitar o nome dela, ou “Brasil Girl Surfistinha” e variações.

Bruna chegou a fazer alguns filmes pornôs enquanto era prostituta – todos, provavelmente, de qualidade bem duvidosa, mas que valem a pena conferir.

Basta buscar por aí pelos nomes: “Bruna Surfistinha em Chocolate & Porn”, na categoria inter-racial, “Aventuras Sexuais de Bruna Surfistinha e suas amigas no sex shop”, “3x com Bruna Surfistinha” e “Bruna Surfistinha em vibração”.

Em uma entrevista ao Programa do Jô, da Rede Globo, Raquel relata que se arrependeu de ter gravado o 3x com Bruna Surfistinha. Ela conta, inclusive, que recebeu um cachê de apenas R$500,00 por sua participação. Segundo ela, era um valor equivalente a quase 3 programas e parecia fazer sentido, na época.

Galeria de Fotos

Para fechar com chave de ouro, fizemos uma seleção super especial com fotos da Bruna Surfistinha. Confere aí!1

1. Lançamento do Livro

2. Na onda da nova vida 

3. Lançamento da série “Me chama de Bruna”

4. “No programa ‘Rá-Tim-Bum’, passava uns meninos pelados tomando banho e eu ficava sentada na madeira da cama, assistindo e me masturbando”.

5. O Doce veneno do Escorpião 

6. Ensaio para Lingerie Duloren

7. Me chama de Bruna

8. Ensaio sensual para o EGO na boate Love Story, em São Paulo

9. Raqual Pacheco e Valezka Popozuda

10. Raqual Pacheco e Deborah Secco – Lançamento do filme

11. Me chama de Raquel

bruna surfistinha

E aí, curtiu nosso post especial sobre a Bruna Surfistinha? Se você tem alguma sugestão de uma gata que gostaria de ver aqui no blog, conta pra gente nos comentários!

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