A gente sabe que o sexo sem compromisso está se tornando cada dia mais comum. Seja pela facilidade de se chegar a ele, a um simples aplicativo de distância, seja pelas características de desapego das relações atuais, o sexo casual é encarado como uma modalidade já estabelecida de transa.

Inclusive com as suas subdivisões: uma transa com uma pessoa recém-conhecida e na mesma sintonia, uma mesma parceira com uma certa frequência mas nenhum comprometimento, o revival com uma ex-namorada, a amiga com privilégios e assim por diante.

Uma dúvida, no entanto, é em relação ao que o sexo casual está fazendo conosco. Em 2014, a PhD em psicologia e professora de sexualidade humana da Universidade de Nova York, Zhana Vrangalova, se dizia cansada de ouvir sobre os benefícios inegáveis do sexo com amor.

Mas, ao mesmo tempo, estava inconformada em aceitar que não havia nada de bom – ou de que havia mais malefícios do que benefícios – quando o sexo era praticado sem envolvimento afetivo.

Dedicou-se, então, a um estudo em que monitorou os efeitos do sexo casual em um grupo de estudantes universitários por 12 semanas consecutivas. Depois, voltou a monitorá-los após um semestre e um ano.

O vasto material levou a terapeuta a lançar o portal casualsexproject.com, em que as pessoas compartilham suas experiências em centenas de relatos pessoais.

Baseada em seu estudo e em anteriores, Zhana chegou a uma série de conclusões sobre o tema sexo sem compromisso, fundamentais de se ter em mente para que a prática do sexo casual ocorra sem culpa. Hoje, ela divide o que aprendeu em palestras pelos Estados Unidos. E hoje, dividiremos suas melhores considerações com você! 

8 considerações sobre sexo sem compromisso

#8 – Faz mais bem do que mal

Sim, eventualmente há sentimentos negativos depois da transa. Mas são minoria. Um estudo de 2011 contabilizou as reações de 2 mil universitários no dia seguinte ao sexo sem compromisso. Em uma escala de zero a cinco, mulheres chegaram a uma média de 3,3 entre sentimentos positivos.

Elas disseram estar se sentindo aventureiras, felizes, desejadas, satisfeitas e excitadas. Já a média de sentimentos negativos foi 2,5. Estas se disseram se sentir culpadas, vazias, confusas, usadas, esquisitas ou desapontadas. Ou seja, as coisas estão caminhando bem para as mulheres.

sexo sem compromisso

Elas estão abandonando, aos poucos, o estigma relacionado ao sexo sem compromisso. Um dado relevante é que os números não diferem muito dos homens (respectivamente, 3,7 e 2,1). Se o senso comum dizia que homens se sentiam bem e mulheres se sentiam usadas depois de uma transa casual, saiba que isso, se um dia já foi verdade, não é mais bem assim. A igualdade está chegando também nesse aspecto.

#7 – Não é para todo mundo  

Repare que o número anterior é uma média. E que a média de sentimentos negativos indica que eles não são desprezíveis. Vale um cuidado para os outros aspectos da vida: se você não está bem em outros âmbitos, o sexo sem compromisso pode ser um refúgio no mínimo pouco efetivo, talvez até emocionalmente perigoso. Não é bacana usar mulheres para fazer você se sentir melhor.

#6 – Fazer o que você tem vontade é a chave

No sexo sem compromisso, por melhor que seja a química, sua parceira não é vidente. Se as coisas não estiverem do jeito que você gosta, ela provavelmente não vai saber e corre o risco de também não se importar. Por isso, o importante é se comunicar, sob pena de ter uma transa muitos níveis inferior a uma com intimidade.

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Outra dica é usar a seu favor a falta de preocupação com o dia seguinte e com o que pensará a outra pessoa. Se você está com um desejo bem específico de sushi naquela noite, não se conforme com pizza. O sexo casual é uma grande oportunidade de satisfazer desejos sexuais sem ter de se preocupar com eles posteriormente.

#5 – Há um descompasso de orgasmos

Más notícias agora: outra pesquisa norte-americana, de 2012, comparou a qualidade do sexo casual com o sexo nos relacionamentos.

Em experiências de sexo casual, apenas 42% das mulheres reportaram terem tido um orgasmo, frente a 78% dos homens. O dado remete ao item anterior: quando se trata de um parceiro desconhecido ou esporádico, diálogo é ainda mais fundamental para o prazer. Afinal, se o seu prazer sexual não for prioridade, qual o propósito?

No entanto, a mesma pesquisa apontou que o índice baixo de orgasmos não comprometeu a avaliação positiva: 90% das mulheres deram nota acima de “bom” para a experiência. E ainda dá para melhorar, veja só. É um dado para se guardar.

#4 – O álcool não é um bom parceiro

Em 2014, um estudo nos EUA se debruçou sobre a influência do álcool no sexo. Com um parceiro fixo, apenas 5% das transas tiveram uma bebida envolvida. Já com o ex, foram 30%, com um amigo, 52%, com um conhecido, 76%, com um estranho, 89%. Pior: 63% das ocorrências sexuais de pessoas sem parceiro fixo se deram sob a influência pesada de álcool (mais de quatro drinks).

É um dado preocupante, pois o álcool não só é o maior fator que leva ao sexo sem proteção, mas também que leva pessoas fazerem coisas indesejadas com pessoas indesejadas. Nada contra um drink para descontrair, mas, em se tratando de sexo casual, exagerar pode ser perigoso e trazer arrependimentos mais sérios.

#3 – Brasileiros têm lá suas vantagens

Segundo relatos que vêm do Exterior, a intimidade por vezes só chega na hora do sexo propriamente dito e pode se revelar decepcionante. Já nós, brasileiros, costumamos proporcionar nos beijos e trocas de carícias uma boa demonstração do que virá pela frente. Dá para usar e abusar dessa amostra grátis e desistir se não for boa.

sexo sem compromisso

Por outro lado, somos também mais evasivos em relação às expectativas de uma transa, algo especialmente ruim em se tratando de sexo casual. Se falar objetivamente o que deseja daquela noite e do dia seguinte não é o nosso forte, é importante pelo menos o casal emitir sinais de que querem o mesmo um do outro.

#2 – Boas maneiras é fundamental

No sexo sem compromisso, é comum casais guardarem lembranças mais significativas dos passos seguintes do que das transas propriamente ditas.

Vai do feeling de cada um. Se a melhor opção é ficar para passar a noite ou ir dormir nas próprias cobertas, se será esquisito propor um café da manhã juntos ou se vocês se sentirão confortáveis de serem vistos em público na manhã seguinte. O que não é uma opção, nunca, é fugir enquanto o parceiro está dormindo.

A não ser que você deseje deliberadamente deixar a sua grosseria como represália por uma experiência ruim, claro.

#1 – Casados também têm vontade

Transar com alguém novo é embarcar em uma experiência excitante, não apenas no sentido sexual da palavra. É proporcionar uma aventura, algo atraente pela própria natureza humana. Pessoas casadas não precisam estar frustradas com seus parceiros para sentirem falta dessa sensação, que pode levar à infidelidade.

Pesquisa recente da UFRGS apontou a “busca de liberdade, aventura e valorização” como a segunda maior causa de infidelidade entre homens e a quarta entre mulheres. A solução, por vezes, é rever a monogamia. A mesma pesquisa apontou que 15% das mulheres e 20% dos homens comprometidos mantinham um relacionamento em que havia o acordo de poder transar com outras pessoas.

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