Você, provavelmente, não conhece a palavra que define o assunto de hoje ou irá achar que é algo de outro mundo, mas, acredite, é normal é padrão é antigo, popular e infelizmente ou felizmente não é levado a sério por muitos. Estou me referindo a monogamia.

O assunto é polêmico, sim! Porém, é muito importante levá-lo a discussão. Afinal, a tradição da monogamia foi criada a muitos anos atrás, onde os conceitos, ideias e até mesmo a forma como o mundo era conduzido eram um “pouco” diferente de hoje.

monogamia

Para quem está perdido sem saber do que estou falando vou explicar o sentido literal da palavra “monogamia” que é o simples fato de um individuo ter apenas um parceiro sexual a vida toda, ou seja, é o tradicional casamento entre homem e mulher.

Entretanto, há uma singularidade na tradição que originou a palavra, ou seja, de acordo com alguns estudiosos na família monogâmica que é a família que surgiu a partir de um emparelhamento, durante a mudança entre o estado médio e o chamado superior da barbárie, o homem que predominava a relação, sendo seu objetivo a procriação de filhos cuja paternidade é indiscutível, aonde os laços conjugais só poderiam ser quebrados pelo homem.

Poligamia x Monogamia

Não é nada fácil seguir um padrão, seja ele em qualquer âmbito social. Afinal, tudo que nos limita já não é visto com bons olhos. Por isso, talvez, há uma certa rejeição de alguns grupos sociais em seguir as tradições monogâmicas.

monogamia

O que é muito comum acontecer quando abordamos esse assunto é a dúvida que surge na hora de diferenciar a poligamia da monogamia…Saiba que um dos pontos importantes que as diferenciam está ligado ao compromisso de ser fiel à sua parceira até que a morte os separe.

No sentido literal a poligamia se refere a normalidade da pessoa em casar com vários indivíduos ao mesmo tempo. Isso vale tanto para homem como para mulher, ou seja, os direitos são iguais, o homem não tem a figura predominante no relacionamento.

Isso é uma questão cultural?

Na cultura ocidental na qual vivemos essa prática é proibida, onde apenas a monogamia é permitida, sendo o casamento constituído apenas por 2 indivíduos, onde objetivo é a fidelidade e a criação dos filhos, sendo permitido o divórcio.

Já em outras culturas, como a religião islâmica a poligamia é aceita desde que as co-esposas do homem aceitem essa situação. Nesses casos, o vínculo é admitido pelas instituições estatais.

Vale lembrar que as relações sexuais ocasionais, as orgias, a prostituição e as trocas de casais não faz parte ou se encaixam naquilo a que se chama de poligamia.

Recentemente fizemos um artigo sobre como funciona a poligamia: Benefícios e dificuldades desse estilo de vida. Recomendo dar uma conferida no artigo para um entendimento mais aprofundado sobre o assunto.

Divisores de opiniões

O psicólogo David Barash e a psiquiatra Judith Eve Lipton, publicaram um livro para tentar destruir o que eles chamam de “mito” criado pela cultura humana: monogamia.

“A tendência à infidelidade é natural, o que não quer dizer que seres humanos não possam resistir” 

Essa fala é de David Barash, professor de psicologia na Universidade de Seattle, no Estado americano de Washington. Para ele a infidelidade é característica de todo ser humano, mas não é algo que seja incontrolável, ou seja, se você está feliz com sua parceira esse instinto por mais difícil que pareça torna-se fácil de controlá-lo.

Ele cita também como exemplo o seu casamento que já dura mais de 20 anos, onde ele mesmo conta que vive “resistindo” a esse instinto por décadas.

monogamia

Barash e Lipton afirmam que, entre humanos, a monogamia é um mingau fervido com muitas doses de preceitos religiosos (catolicismo), um bocado de pragmatismo econômico (como a necessidade de regular o direito à propriedade privada) e um toque de ingredientes sociais. E, ainda assim, com um punhado de comodismo:

“Não é todo mundo que está disposto a frequentar o instável e arriscado mercado de encontros”

Esse foi apenas um lado da moeda, pois, existem divergentes opiniões sobre o assunto, entre elas os que são totalmente a favor da monogamia. Em que o casamento é sagrado e deve ser partilhado apenas entre dois indivíduos e ter como objetivo a família.

Isso é defendido pelo fato da monogamia oferecer uma segurança emocional ao casal, onde você compreenderá e se confortará em ter sempre uma companhia ao seu lado. Podendo contar nas horas ruins e também nas boas.

Com as separações dos casais, as crianças costumam ser as mais afetadas. A monogamia, o fato de contar com um parceiro ou parceira, fará com que eles estejam mais confortáveis e seguros para crescer. Quando as crianças vivem num matrimônio estável, elas crescem com maior segurança, e faz com que elas estejam felizes.

monogamia

Além disso, segundo opiniões ela permite curtir a sensação de apego que toda pessoa precisa. É inclusive saudável para sua mente o fato de poder descarregar seus sentimentos com alguém. Por isso é preciso cuidar do relacionamento.

Pois bem, não é novidade que o assunto rende muitos argumentos, sejam eles contrários ou a favor. Recentemente uma atriz internacional foi a público dizer o que pensa sobre o assunto, confira:

“Monogamia não é natural” diz Scarlett Johansson

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Em uma entrevista publicada pela Revista Playboy, a atriz Scarlett Johansson mostrou que não é a favor da monogamia.

“A ideia do casamento é muito romântica, é uma ideia muito bonita, e sua prática pode ser uma coisa muito bela. Mas não acredito que seja natural ser uma pessoa monogâmica. Pode ser que me critiquem por isto, mas acho que dá muito trabalho. Casamento dá muito trabalho” diz a atriz que foi casada durante muito tempo com jornalista francês Romain Dauriac.

Ainda segundo ela “O fato de dar muito trabalho para tantas pessoas prova que não é algo natural“.

Ela ressaltou que não estava criticando quem se casa. “Já fui casada. Mas eu acho que definitivamente vai contra algum instinto”, afirmou. Ela também afirmou que oficializar a união é capaz de mudar o relacionamento.

“O casamento inicialmente envolve um monte de pessoas que não têm nada a ver com o seu relacionamento, porque é um contrato jurídico. Ser casado é diferente de não ser casado, e qualquer um que lhe diga que é o mesmo está mentindo. Isso muda as coisas. Tenho amigos que estavam juntos por dez anos e, em seguida, decidiram se casar, e eu pergunto no dia do seu casamento ou logo depois se é diferente, e sempre é. É uma bela responsabilidade, mas é uma responsabilidade“, defendeu.


Você concorda com a atriz? Acha que existe um lado certo ou errado? Então, deixe nos comentários sua opinião e não esqueça de compartilhar o post com os amigos nas redes sociais.

Até breve.

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