Costuma ser mais comum ler sobre o orgasmo feminino em revistas femininas do que receber informações dos cientistas, mas aos poucos os pesquisadores estão começando a estudá-lo mais – e suas conclusões geralmente contradizem as publicações populares.

orgasmo feminino

O corpo da mulher, desde os primórdios, tem sido bem menos estudado que o masculino. Por isso, é, de longe, bem menos compreendido e explorado. Você saberia dizer com precisão quais os pontos e zonas erógenas da sua parceira? Aquele cantinho do corpo dela em que, quando ela sente seu toque, se entrega por completo?

Os pesquisadores chegaram a uma conclusão muito interessante recentemente: o sistema nervoso pélvico varia imensamente de uma mulher para outra. Ou seja: isso torna o nosso trabalho ainda mais difícil, mas não impossível!

Quando a ginecologista Deborah Coady, de Nova York, começou a estudar o assunto, verificou que os nervos na região genital masculina eram totalmente mapeados – mas não existia informação sobre os das mulheres.

A verdade sobre o orgasmo feminino segundo a ciência

Essa médica, Deborah Coady, formou uma equipe com cirurgiões especializados e começou a trabalhar no assunto. Conseguiu resultados interessantes.

“Aprendemos que provavelmente não existem duas pessoas parecidas quando se trata de ramificação do nervo pudendo“, diz Coady.

orgasmo feminino

E afinal, qual a importância desse nervo pudendo? Ele é apenas o protagonista quando falamos em orgasmo feminino.

É ele que liga os órgãos genitais às mensagens cerebrais de toque, pressão e atividade sexual. Esse nervo tem três ramos que atravessam a região pélvica de homens e mulheres.

A maneira como as ramificações (do nervo) passam pelo corpo leva a diferenças na excitação e sexualidade, ou seja, a sensibilidade de certas áreas vai variar de mulher para mulher.

Coady também descobriu que cada mulher tem um número diferente de terminações nervosas em cada uma das cinco zonas erógenas da área genital – clitóris, entrada da vagina, colo do útero, ânus e períneo.

Isso explica por que algumas mulheres são mais sensíveis na área do clitóris e outras na entrada da vagina, ou porque algumas mulheres sentem prazer anal e outras arrepiam só de pensar.

Essa é uma das razões pelas quais as informações genéricas sobre sexo não funcionam muito bem. O ideal é observar as reações da sua parceira, para saber quais são suas preferências particulares e investir em formas ideais para excitá-la.

50% das mulheres podem sentir mais prazer com o sexo oral do que com a penetração.

Mas haverá um outro grupo que, devido a sua anatomia e do fato de que os nervos variam em todos nós, talvez não se interessem tanto assim por nenhum dos dois, e sintam mais prazer na zona erógena dos seios, por exemplo. São infinitas combinações possíveis.

Medição da excitação feminina

Um outro grande mito foi derrubado por Cindy Meston, do Laboratório de Orgasmo da Universidade do Texas em Austin.

orgasmo feminino

Quando pensamos em laboratório, a primeira imagem que vem à cabeça são várias superfícies brancas, luzes fortes e microscópios. Mas o dela é bem diferente.

As pessoas que participam dos estudos de Meston sentam num sofá reclinável de couro vermelho, diante de uma TV, e assistem a vídeos pornográficos.

Da sala ao lado, a especialista monitora o batimento cardíaco e o fluxo de sangue nos seus genitais por meio de uma fotopletismografia vaginal.

Um exame não invasivo que mede e registra as modificações de volume de uma parte do corpo, órgão ou membro decorrentes de fenômenos circulatórios.

Nele, um dispositivo com cinco centímetros de comprimento e no formato de um absorvente interno é inserido na vagina da paciente. Quando acionado, ele emite uma luz.

Ao medirem a luz que é refletida de volta, os cientistas são capazes de dizer quanto sangue está circulando no tecido vaginal – e, consequentemente, o nível de excitação da mulher.

Resultados dos estudos

Os resultados derrubaram vários clichês. Durante muitos anos, as revistas e a cultura popular disseram para as mulheres que, para atingir a excitação, elas deveriam tomar um banho de banheira, se acalmar, escutar uma música relaxante, fazer exercícios de respiração e ficar tranquila antes do sexo.

orgasmo feminino

Porém, o estudo mostra que, na verdade, funciona ao contrário. Segundo a pesquisa, o sexo fica melhor com mulheres animadas.

A médica diz:

“Então você pode dar uma volta no quarteirão correndo do seu parceiro, ou ver um filme de terror com ele, se divertir numa montanha-russa ou assistir a uma boa comédia. Se você estiver rindo, vai haver uma compreensível resposta de ativação simpática”.

Ela se refere ao sistema nervoso simpático, responsável pelas contrações musculares involuntárias, que nos deixa alertas, preparados para voar ou lutar.

Ela descobriu que se esse sistema for ativado antes do sexo, ajudará as mulheres a reagirem mais intensa e rapidamente.

O que acontece com nós, homens, é quase o oposto.

Por isso, durante anos considerou-se que as mulheres funcionavam da mesma forma que eles, mas o trabalho de Meston mostrou que isso era um erro.

Agora que você já entendeu que cada mulher tem sua forma de sentir prazer, porque não acertar em cheio e oferecer um orgasmo incrível à sua parceira?

O orgasmo feminino é ainda mais diferente do nosso, do que imaginamos. Será que seus amigos conhecem bem esse efeito de prazer maravilhoso? Compartilhe com eles esse artigo e vamos descobrir!

orgasmo feminino

2
Deixe um comentário

Deixe uma resposta

  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
trackback

[…] posição também é ótima para o orgasmo feminino, pois a penetração ocorre de maneira mais […]

trackback

[…] Em um post que publicamos recentemente, uma pesquisadora americana afirmou que cada mulher tem um número diferente de terminações nervosas nas zonas erógenas, ou seja, a sensibilidade de certas áreas varia de mulher para mulher. Cada uma se excita mais em um determinado ponto. […]