A verdade é que você não entende absolutamente nada sobre vinhos, mas gostaria de aprender? Considera que entender de vinhos é um atrativo a mais para as mulheres? É um apreciador de vinhos, mas não entende muito sobre o assunto? Então, o post de hoje é para você!

Saber o que as uvas nos proporcionam pode ser uma experiência fantástica. Se você tem interesse por bebidas, gastronomia e até história, os vinhos são uma boa pedida para você.

Mas, para isso, é necessário entender o mínimo possível sobre essa bebida tão tradicional e presente nas mesas dos povos desde épocas remotas.

Trouxemos hoje os 10 maiores mitos sobre vinhos. Depois de ler, você estará mais próximo de se tornar um sommelier de vinhos!

10 mitos sobre vinhos

#10 – A França é o país que mais faz vinho

A França, berço tradicional do vinho, não é nem o país que mais produz nem o que mais consome vinho. Ela fica em segundo lugar nos dois rankings, mas os campeões são outros.

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A Itália é a maior produtora do mundo, com mais de seis milhões de toneladas ao ano, duas mil a mais do que a França; Já os Estados Unidos são os maiores consumidores, quase 12% do consumo mundial de vinho (a França responde por 10,4%).

#9 – Vinho doce leva açúcar

São vários os tipos de vinhos doces – fortificados, botritizados, de colheita tardia… Mas uma coisa é certa: nenhum deles leva adição de açúcar – a doçura que se sente no paladar vem da própria uva (é o açúcar residual, ou seja, que não foi transformado em álcool durante a fermentação).

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Sabe os vinhos suaves, esses simples que vemos nos mercados? Eles, sim, têm açúcar, e por isso acabam não entrando na categoria dos vinhos finos.

#8 – Se tem bolhas, é Champagne

Todo Champagne é um espumante, mas o inverso nem sempre é verdade. Champagne é uma denominação de origem com região demarcada e uvas regularizadas.

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Apenas os espumantes produzidos na província histórica de Champagne, lá na França, são de fato Champagnes.

#7 – Para fazer vinho rosé, mistura-se vinho tinto e branco

Até existem algumas empresas que fazem essa mistura para baratear os custos, mas o processo correto não é esse, pois acaba tirando propriedades do vinho e deixando um sabor bem desagradável.

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A regra geral é que o vinho rosé passe pelos mesmos processos de uma vinificação tradicional, mas a pele da uva (que dá cor à bebida) fica em contato com o mosto (“suco” da uva) por menos tempo, deixando-o mais clarinho, mais rosa, rosé!

#6 – Os melhores vinhos são os mais caros

Esse é um dos mitos mais comuns em torno do vinho e não poderia estar mais errado. Os vinhos encarecem porque o seu produtor ganha uma reputação elevada (fruto do burburinho criado à volta do vinho, prêmios ganhos, campanhas de divulgação…), tornando-se muito conhecido e isso reflete-se no preço por garrafa.

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O truque é procurar marcas menos conhecidas e até de regiões menos divulgadas e experimentar, experimentar, experimentar… vai certamente surpreender-se com as pechinchas que poderá encontrar.

#5 – Peixe só se come com vinho branco e carnes, com vinhos tintos

Muitas pessoas vão sugerir que você nunca combine vinhos tintos com peixes, pois o tanino (presente na maioria dos tintos) e a carne de peixe, combinados, formam um gosto desagradável e meio metálico na boca.

Isso é verdade, mas tanto o mundo dos vinhos quanto o mar de peixes são muito grandes para não haver combinações possíveis.

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Peixes mais untuosos e encorpados (como o bacalhau ou o salmão) podem harmonizar facilmente tintos de taninos leves, como os Pinot Noirs da Borgonha ou os Gamays de Beaujolais.

Hoje, as combinações entre vinhos (de todas as castas) e comida são infinitas e uma questão de gosto e, como se sabe, os gostos não se discutem.

#4 –  Acidez é o mesmo que azedo

A acidez, assim como o tanino e o álcool, tem grande importância no conjunto e estrutura de um vinho. Ela indica a vivacidade e o frescor de um vinho, e é muito comum encontrar vinhos brancos ácidos com notas de limão, mas acidez e azedume não têm muito a ver.

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A acidez de um vinho se nota pela saliva que se forma à boca – quanto mais te fazer salivar, mais ácido é. Como base, coisas azedas serão, na maioria das vezes, ácidas; mas coisas ácidas, muitas vezes, não são azedas.

#3 – País quente não faz vinho

Dizem que uva precisa de frio para ficar no ponto ideal, mas ela também precisa de sol para amadurecer. Aí, é fácil pensar na Europa e seus países frios, mas iluminados pelo sol.

Realmente, são ótimos terroirs, mas o que faz bem mesmo para as vinhas é a amplitude térmica – dias quentes, noites frias, eis o ideal. Então, por que é possível fazer vinhos em lugares quentes, secos, desérticos como Washington (Estados Unidos), Barossa Valley (Austrália) ou Vale do São Francisco (Brasil)?

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São países que fazem muito calor no verão, e um frio mínimo necessário no inverno, mas o que mantém a produção mesmo são as terras áridas – com solo pobre em nutrientes, mas super fértil, só precisa de uma boa irrigação para dar bons vinhos (claro que muitas vinhas morrem no caminho, mas as que sobrevivem se potencializam).

#2 – Cozinhar com vinho não deixa álcool na comida

Que o álcool é volátil, todos sabemos. Mas, quando misturado à água, a solução evapora em partes iguais. Se sobrou resíduo líquido, então é certo que há álcool na mistura.

A quantidade depende do tipo de preparo e tempo de cocção. Só para se ter uma ideia, algo flambado mantém 70% do álcool, e um cozido pode conter até 80%!

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Mesmo as receitas mais longas, como um boeuf bourguignon, que fica entre duas e quatro horas no forno, não têm menos do que 5% de álcool.

#1 – Quanto mais velho, melhor

Vinho não tem prazo de validade? Quanto mais tempo guardar um vinho, melhor ele fica? Vinho velho é que é vinho bom? Bom, não é bem assim que funciona.

O vilão, no caso dos vinhos, nem é o tempo, mas o ar – o oxigênio, em contato com certas substâncias do vinho, inicia uma série de reações químicas que levam a sua oxidação. Ou seja, a combinação perfeita do vinho tem a ver com oxigênio, corpo, tanino e acidez de um vinho.

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Na verdade, para aguentar mais do que cinco anos evoluindo, o vinho precisa ser extremamente estruturado e nem 30% dos que vemos no mercado melhoram com o tempo.

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