Todos os anos, a Luta Mundial Contra a Aids é celebrada no dia 1º de dezembro. Porém,  a prevenção da doença deve ser um compromisso para o ano inteiro: no Brasil, mais de 35 mil pessoas ão infectadas a cada ano. Outro alerta foi dado por um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, nesta semana, que aponta o aumento do número de casos de Aids entre os homens. Para se ter uma ideia, a cada um caso de mulher infectada, há a ocorrência de 3 casos em homens.

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Vale destacar que chega a ser um engano dos grandes quem pensa que esse aumento entre os homens está relacionado somente ao sexo anal e às relações homoafetivas. Outros levantamentos indicam que a maioria de casos da doença ocorre entre casais heterossexuais (43,5%), enquanto as relações homossexuais representam 24,5% das ocorrências e as bissexuais 7,7%. Ou seja, amigo, a prevenção é a melhor atitude contra os riscos da doença.

Ainda que existam tratamentos que aumentem a expectativa de vida do paciente infectado, além de medicamentos disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, a Aids continua sendo uma doença letal e sem cura. Pensando nisso, separamos para você todas as informações sobre a doença, os tipos de tratamento e todas as formas de prevenção. Acompanhe!

O que é Aids

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Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a Aids é uma doença infecciosa causada pelo vírus HIV, que causa o enfraquecimento progressivo do sistema imunológico do ser humano. Vale dizer que ter HIV não é, necessariamente, a mesma coisa que ter Aids: você pode ser portador do vírus, mas não desenvolver a doença.

Ainda assim, todo cuidado é essencial: a pessoa pode passar meses e, até, anos sem desenvolver a Aids, o que é conhecido como o período de incubação. A indicação é que, após um possível contato de risco, o paciente faça testes após 6 meses, que é quando o vírus pode ter se manifestado no organismo.

Como o corpo humano fica mais vulnerável, a pessoa infectada pode ter complicações a partir de um simples resfriado indo até a infecções mais graves, como a tuberculose, além de ter mais chances de desenvolver alguns tipos de câncer. Ou seja, você não morre de Aids, mas devido às doenças que podem ser provocadas por ela.

Por isso a prevenção é tão importante: além de demorar a se manifestar, a Aids não possui “cara” e não é prevalente em apenas um gênero ou sexo. Além disso, o vírus pode estar mais próximo do que você imagina: no Brasil, a cada 15 minutos uma pessoa é infectada pela doença.

Meios de transmissão da Aids

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A principal forma de transmissão da doença é pelo contato sexual com o sangue ou sêmen contaminado. Vale lembrar que a doença não se transmite pela saliva, beijo, suor, lâminas de barbear, alicates de unha ou pelo uso de banheiros públicos, mas acontece por meio de penetração sexual desprotegida ou pelo uso de agulhas ou demais materiais perfurocortantes contaminados pelo sangue infectado.

Outra forma de transmissão é a de forma vertical, que é quando a mãe infectada transmite para o feto durante a gestação, na hora do parto ou pela amamentação.

Quais são os sintomas da Aids

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Inicialmente, os sintomas podem ser leves na maioria dos casos, como uma espécie de mal estar. A partir do avanço do vírus, os sintomas são parecidos com os de várias viroses, o que chega a variar de acordo com o organismo de cada indivíduo.

Febre, manchas na pele, ínguas, dores de cabeça e dores musculares são comuns após cerca de 4 semanas de contração do vírus. Quando mais avançada, a Aids apresenta sintomas de doenças como pneumonia, candidíase, meningite entre outras.

Como é feito o diagnóstico

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Além dos testes rápidos oferecidos pelo SUS por meio dos postos de saúde de todo o Brasil, outra opção confiável é teste Elisa, um exame específico para o diagnóstico da doença a partir de 20 dias após o contato de risco.

Caso não seja detectado nos primeiros três meses pelo exame, esse  teste não precisa ser repetido, pois não houve infecção pelo vírus causador da Aids.

Como o tratamento é realizado

Não há cura para a Aids, mas a indústria farmacêutica oferece coquetéis de medicamentos antirretrovirais, disponibilizados gratuitamente pelo SUS. A expectativa de vida para um soropositivo hoje foi aumentada, o que garante o paciente conviver com a doença por longos períodos até o fim da vida.

Apesar dos efeitos colaterais, como tonturas, diarreias e enjoos, o tratamento é bem tolerado pelos pacientes, ao reduzir os níveis do vírus no sangue. Outras atitudes importantes para maior bem-estar e qualidade de vida durante o tratamento são a pratica de atividades físicas e a adoção de uma alimentação equilibrada.

Formas de prevenção da Aids

Seja na hora da penetração, do oral ou do sexo anal, o uso da camisinha durante qualquer tipo de relação sexual continua sendo o meio mais eficaz de prevenção da Aids. Até durante o sexo oral na mulher, a camisinha deve fazer parte da brincadeira: basta abrir um preservativo masculino ou usar o próprio para a mulher e partir para o ataque.

Atualmente, o farmácias e sex shops oferecem uma série de produtos para estimular o sexo com prevenção, camisinhas coloridas, com sabor, que esquentam e esfriam, mais finas e até as que iluminam podem garantir a diversão sem abrir mão da segurança para o casal.

Caso você já possua uma relação estável com a gata, como um namoro ou casamento, a orientação é que vocês façam testes contra DSTs para começarem a manter relações sexuais sem camisinha de forma segura. Vale lembrar que o uso de agulhas e seringas descartáveis é imprescindível para prevenção da doença.

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Apesar de continuar sendo estigmatizada pela sociedade, é importante destacar que quem tem HIV pode ter uma vida social normal, como namorar, beijar na boca e transar, porém o preservativo e o diálogo com o parceiro deve ser aberto.

Esperamos que esse artigo tenha esclarecido todas as dúvidas referentes à  doença. caso você tenha tido algum contato de risco recentemente, não descarte a possibilidade de realizar um exame ou teste rápido (eles são gratuitos). Para mais esclarecimentos sobre a Aids, consulte um médico especializado.

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