Chega de cervejas de milho: descubra a verdadeira farsa das cervejas brasileiras

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Nós, brasileiros, somos apaixonados por cerveja. Nós consumimos, aproximadamente, 20 bilhões de litros por ano. Ah, a cerveja, esse líquido divino cuja composição básica é cevada, lúpulo e água… o problema é que as cervejas que são a paixão nacional, na verdade, são cervejas de milho.

Muito foi falado a respeito. Algumas conversas sem fundamento, sem argumentos, algumas pessoas extremistas demais e outras com conhecimentos de menos.

cervejas de milho

Por isso, para sanar todas as suas dúvidas, hoje nós vamos te falar porque, exatamente, nós estamos sendo enganados ao consumir as cervejas de milho.

Veremos a importância de ler as letras miúdas dos rótulos das garrafas, pois as porcentagens de composição são assustadoras. Gigantes do ramo, como a Ambev, pintam e bordam com os ingredientes das cervejas, pois sabem do seu valor de mercado e sua hegemonia na preferência dos brasileiros.

Se você toma Brahma e Skol com frequência, meu amigo, esse post é para você!

Agora, se você toma essas cervejas, mas tá afim de começar a beber melhor, clique aqui e veja 10 ótimos motivos para conhecer mais sobre cerveja artesanal!

As cervejas de milho e os cereais não maltados

Para quem pouco entende de cerveja e gosta de apenas degustá-la, essa pode ser uma discussão deveras cansativa e entediante. Porém, partimos de um princípio básico que é: nós queremos beber melhor.

Grande parte dos homens tem como característica (praticamente natural) ser beberrão pra caramba. Isso quer dizer que ingerimos grandes quantidades de bebidas alcoólicas que, por si só, já trazem problemas para nossa saúde.

O mínimo que podemos fazer é garantir que beberemos líquidos de qualidade e que não estamos sendo passados para trás por grandes empresas que apenas visam o lucro e não estão nem aí para a nossa saúde.

cervejas de milho

Para contextualizar, essa discussão tem como inspiração uma lei criada na Alemanha, em abril de 1516, conhecida como Lei da Pureza. Segundo ela, os únicos ingredientes permitidos na fabricação da cerveja deveriam ser água, cevada e lúpulo. Porém, muita coisa mudou desde então.

Principalmente no Brasil. Nas cervejas mais vendidas por aqui, é comum encontrar na composição “cereais não maltados” ou “carboidratos”. Por se tratar de um termo genérico, o consumidor acaba sem saber exatamente do que se trata.

Mas a verdade, nua e crua, é que esses tão famosos cereais não maltados são  milho e arroz, os mais baratos dos grãos, tornando nossas cervejas as clássicas cervejas de milho.

E por que os nomes reais dos cereais são omitidos com tanta insistência?

Simples. Porque mais de 80% de todo o milho cultivado no Brasil está em lavouras transgênicas, semeadas com grãos modificados geneticamente. Desde 2007, a CNTBio liberou a comercialização do milho transgênico no Brasil, e, desde então, estamos tomando esse milho desenfreadamente. Em proporções muito maiores do que deveríamos – e até mesmo imaginamos.

E a nossa saúde, como fica?

A legislação brasileira permite o uso de até 45% de cereais não maltados substituindo a cevada. Em estudos realizados pelo Laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, das 49 marcas de cervejas produzidas no Brasil que foram analisadas, foi detectado milho na composição de 16 marcas, em quantidades equivalentes a 50% do mix de cereais adicionados à cevada.

Isso não só vai contra a própria legislação, como justificaria a troca legítima do nome para cervejas de milho, uma vez que trata-se do cereal com maior presença na formulação.

Por serem mais baratos do que outros cereais, o milho e o arroz são utilizados para baratear o custo de produção. Ou seja: preferem produzem pior para produzirem mais.

cervejas de milho

O risco dos alimentos transgênicos para a saúde humana não é totalmente mensurado pela ciência, embora os resultados que já existem sejam preocupantes.

Para especialistas em transgênicos e seus perigos, todos os alimentos (inclusive as bebidas) com qualquer vestígio de transgênicos na sua composição, deveriam receber o selo com a letra T em preto dentro de um triângulo amarelo, símbolo internacional da presença de organismos geneticamente modificados.

Porém, essa é uma atitude que o Brasil nunca vai tomar. Se nem mesmo os cereais não maltados recebem nomes para não interferir no lucro, imagine o estrago que um grande T preto faria na frágil economia brasileira?

Esse tipo de conhecimento não pode chegar à grande massa: afinal, o mercado cervejeiro brasileiro é gigantesco. Movimenta, anualmente, aproximadamente R$ 74 bilhões e representa por volta de 1,6% do PIB, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas. As cervejas de milho são fundamentais para nossa economia.

E a Ambev, o que pensa sobre isso?

Como era de se esperar, a Ambev defende a prática de incluir cereais não maltados em suas “cervejas”. O diretor-geral da empresa, Bernardo Pinto Paiva, disse em entrevista que essa atitude é positiva para o mercado cervejeiro e que o mundo seria muito chato se todas as cervejas fossem iguais.

Segundo ele, quem é contra arroz, milho e outras misturas na cerveja é contra a diversidade.

cervejas de milho

Bom, meu caro, não é bem por aí. Na verdade, o mundo seria um lugar muito melhor se todas as cervejas fossem de qualidade e não apresentassem nenhum risco por conter alimentos transgênicos na sua composição.

Nós somos totalmente a favor da diversidade cervejeira. As cervejas com ingredientes inusitados e exóticos são extremamente interessantes e complexas, e agradam até mesmo os paladares mais exigentes. Porém, a questão dos cereais não maltados não é sobre diversidade.

É sobre qualidade e sobre riscos para a saúde humana. Se consumíssemos dois copos de cerveja por mês, estava ótimo. O efeito dos milhos transgênicos seriam leves no nosso organismo.

Mas a realidade é outra. A média do brasileiro gira em torno de 70 litros de cervejas de milho consumidos por ano. Agora, imagina só o estrago?

As cervejas para você abandonar para sempre

Aquelas cervejas de milho clássicas que encontramos em qualquer boteco, como Brahma, Brahma Extra, Nova Schin, Skol, Kaiser, Antarctica, Original, Bohemia, Polar e até mesmo a Budweiser, Stella Artois, Corona Extra e Sol.

As opções acessíveis e equivalentes (no quesito preço) que não possuem cereais não maltados e nem carboidratos na composição são a Heineken, a Eisenbahn Pilsen e a Devassa. Só não muda os hábitos quem não quer!



E aí, qual o seu posicionamento sobre essa polêmica das cervejas de milho? Vai continuar bebendo do mesmo jeito e seja o que Deus quiser? Ou considera um absurdo o posicionamento do mercado brasileiro cervejeiro? Compartilha com a gente a sua opinião!

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