É isso mesmo. Você toparia gravar uma cena de sexo com sua parceira, por 400 libras (o equivalente a R$1,5mil)? Mas calma, não é para filme pornô ou algum tipo de sacanagem. Na verdade, trata-se de uma causa nobre.

cena de sexo

A Universidade de Coventry está buscando casais de pessoas jovens para promover uma campanha sobre a importância do uso do preservativo. Pesquisadores planejaram exibir uma cena de sexo, com foco na hora de colocar o preservativo, para mostrar que essa pausa não acaba com o clima, como muitas pessoas costumam dizer.

Quem topar esse desafio ganhará uma ajuda de custo de 400 libras. Esse é o tipo de ação que só tem cara de sacanagem, mas no fundo, é por uma boa causa.

Os vídeos vão mostrar os casais reais fazendo sexo e usando proteção, além, é claro, de dar instruções sobre o assunto. Esses vídeos são parte de uma campanha chamada “Wrapped”. A campanha tem como objetivo divulgar testes de clamídia, que podem ser feitos pela própria pessoa, sem auxílio de laboratórios ou terceiros, como testes de gravidez.

Assim que as pessoas se inscrevem na campanha e realizam o teste, elas ganham acesso aos filmes, desde que tenham mais de 18 anos. As pessoas que se inscreverem também poderão encomendar um pacote com 12 camisinhas diferentes, de graça, e ainda, uma capa para fone de ouvido com um bolso secreto para guardar camisinhas.

A líder do projeto, doutora Katie Newby, explicou: “Nós estamos esperando que esse trabalho reduza a incidência de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens, através do aumento e do incentivo do uso de preservativos”.

Com ou sem cena de sexo, camisinha é assunto sério

cena de sexo

O Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) da Grã Bretanha gasta 620 milhões de libras por ano para tratar pessoas com algum tipo de doença sexualmente transmissível, e muitas dessas doenças poderiam ser evitadas com o uso de preservativos.

Já no Brasil, nos últimos dez anos, as políticas públicas nacionais de combate e prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (DST) tiveram a eficácia diminuída. Um dos motivos seria o preconceito velado ao tratar publicamente de sexualidade nos principais meios de divulgação.

Com esse posicionamento arcaico, o Brasil fica bem atrás da Grã-Bretanha, que escolheu o próprio sexo gravado como forma de alertar as pessoas sobre a necessidade da camisinha – atitude que nunca aconteceria aqui. Mas, fica o questionamento: se acontecesse, você toparia participar? E sua companheira, será que topava?

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